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    <title>Oju FIC</title>
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    <link>https://oju.fic.ufg.br/news</link>
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      <title>OJÚ conquista o terceiro lugar no 4º Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="PRÊMIO MOL" title="PRÊMIO MOL" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/WhatsApp_Image_2026-04-08_at_10.49.07_%281%29.jpeg?1775848437" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Reportagem do projeto de extensão da FIC/UFG aborda os desafios do terceiro setor e o papel da doação em Goiás&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/WhatsApp_Image_2026-04-08_at_10.49.07_%281%29.jpeg" alt="PRÊMIO MOL" width="1515" height="1136" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Equipe do Observatório Jornalístico Universitário na cerimônia de entrega do Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade (Foto: Arquivo pessoal)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;A reportagem &lt;/span&gt;&lt;a style="text-decoration: none;" href="https://cultura-cafeeira-goias-oju.my.canva.site/quanto-custa-doar-em-goi-s"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #1155cc; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: underline; -webkit-text-decoration-skip: none; text-decoration-skip-ink: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Quando ajudar é resistir”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;, produzida pelos estudantes Mariana Brito Xavier e Renato Cândido, com revisão de Andressa Bueno, conquistou o 3º lugar no 4º Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade. O trabalho foi orientado pela professora Mariza Fernandes e reconhecido pela abordagem apurada sobre o papel do terceiro setor, do voluntariado e das organizações da sociedade civil no estado de Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A matéria apresenta um panorama das organizações sociais no estado e discute os desafios enfrentados por instituições que atuam em áreas como proteção animal, meio ambiente e assistência social. A investigação parte de dados do Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para evidenciar a dimensão do terceiro setor em Goiás, ao mesmo tempo em que revela desigualdades entre as áreas de atuação das entidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O texto também destaca histórias de pessoas que mantêm essas organizações em funcionamento por meio do trabalho voluntário e da mobilização comunitária. Ao acompanhar iniciativas como a OSC Floresta Cheia, o Abrigo dos Animais Refugados e a Comunidade Espírita Paz em Jesus, o texto evidencia como a solidariedade e o engajamento coletivo sustentam projetos que atendem populações vulneráveis e promovem a proteção ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além de mostrar o impacto social dessas iniciativas, o trabalho discute obstáculos estruturais enfrentados pelas organizações, como burocracia para formalização de parcerias, instabilidade financeira e ausência de políticas públicas que incentivem a cultura da doação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O reconhecimento no Prêmio MOL reforça a importância do jornalismo como ferramenta para ampliar o debate público sobre solidariedade, participação social e fortalecimento do terceiro setor no Brasil. A premiação valoriza produções jornalísticas que ampliam a visibilidade de causas sociais e estimulam a cultura de doação e voluntariado no país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sobre o OJÚ&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O Observatório Jornalístico Universitário (OJÚ) é um projeto de extensão voltado à prática do jornalismo de dados, à checagem de fatos e ao enfrentamento da desinformação. A iniciativa busca funcionar como um espaço de formação e experimentação, no qual estudantes desenvolvem habilidades jornalísticas com responsabilidade ética, ao mesmo tempo em que produzem conteúdos informativos de qualidade e atentos a diferentes perspectivas sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 10 Apr 2026 16:26:32 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/200089-oju-conquista-o-terceiro-lugar-no-4-premio-mol-de-jornalismo-para-a-solidariedade</link>
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      <title>Dia dos Dados Abertos na UFG</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa" title="Capa" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Capa.jpg?1772638834" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Data promove abertura e o uso de dados governamentais em diferentes esferas da sociedade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O OJÚ está participando do Dia dos Dados Abertos (Open Data Day - ODD 2026) com uma oficina sobre Lei de Acesso à Informação (LAI), com foco no uso de dados públicos em reportagens. O evento é parte das atividades da disciplina Jornalismo na Web, do curso de Jornalismo da FIC. Mundialmente, a campanha é coordenada pela Open Knowledge Foundation (OKF). No Brasil, ela é incentivada pela Open Knowledge Brasil (OKBR).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A data é uma iniciativa da comunidade mundial de dados abertos para celebrar, promover e fomentar debates sobre a abertura e o uso de dados governamentais em diferentes esferas da sociedade. Isso é feito a partir da colaboração de comunidades locais, que organizam eventos no mesmo período, em várias cidades no mundo todo, que abordam desafios sociais e promovem a utilização de dados abertos como ferramenta de transformação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para se inscrever, acesse &lt;a href="https://diadosdadosabertos.plateia.ufg.br/" target="_blank" rel="noopener"&gt;este link&lt;/a&gt; e clique no menu “Inscrições” &amp;gt; “Realizar Inscrição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/9d723b96-3908-4064-9db9-e545a5d16e08.jpeg" alt="Programação " width="390" height="488" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 12:40:18 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/198975-dia-dos-dados-abertos-na-ufg</link>
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      <title>Quando ajudar é resistir: O panorama do terceiro setor em Goiás</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa reportagem " title="Capa reportagem " src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Captura_de_tela_2026-01-21_183950.png?1769031691" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Reportagem mostra o panorama das Organizações da Sociedade Civil no estado de Goiás&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="https://cultura-cafeeira-goias-oju.my.canva.site/quanto-custa-doar-em-goi-s"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 21 Jan 2026 18:50:27 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/197936-quando-ajudar-e-resistir-o-panorama-do-terceiro-setor-em-goias</link>
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      <title>Refugados: uma casa de amor e luta por animais em vulnerabilidade</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Cão do Abrigo3" title="Cão do Abrigo3" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Captura_de_tela_2026-01-21_172413.png?1769027122" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por: Renato Cândido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Captura_de_tela_2026-01-21_155343.png" alt="Fotografia de um cachorro no abrigo" width="681" height="511" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Cão do Abrigo dos Animais Refugados. Foto: Renato Cândido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Se o Refugados se caracterizasse como uma pessoa, ele seria alguém que possui uma garra quase inabalável, que sempre resiste, anda com o corpo cansado, mas segue adiante. Seria aquela pessoa em quem a grande maioria não enxerga um propósito, e apesar de dizerem que ela deveria desistir, nunca se dá por vencida. Em meio a improvisos e dores, há uma enorme coleção de histórias de vários animais já resgatados e muito amor para dar. Seria aquela pessoa que seguiria em frente na busca por uma realidade menos cruel. Se fosse uma pessoa, com toda certeza não carregaria um cheiro convencional! Certamente, o aroma seria composto por desinfetante, ração molhada, um xixizinho e as caminhas sujas depois de muita agitação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Mas ele não é gente! É uma casa adaptada e readaptada para receber e transformar a realidade de muitos animais que já passaram por várias barras enquanto estavam nas ruas. Esse espaço é composto por quartos, baias, portões e um quintal de cimento já marcado pelo tráfego de várias patinhas inquietas. Nascido do gesto de uma mulher com solidariedade à causa animal, é até hoje sustentado pelas mãos de voluntários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;      A história do abrigo começou com Lívia Denise, uma mulher que era capaz de enxergar um ser pedindo ajuda onde a maioria das pessoas só via mais um animal largado pela cidade. Em cerca de 25 anos, ela foi transformando o espaço em um abrigo em expansão. Cada cômodo passou a ter uma função específica: um quarto virou enfermaria, outro virou estoque, outro virou canil. E assim, o lugar foi virando o Refugados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;      A perspectiva de que não se tratava de uma residência comum foi se espalhando entre as pessoas. A partir disso, foi-se reunindo uma rede de voluntários e pessoas solidárias no geral. Mas, junto disso, apareceram massivamente os pedidos de socorro, de formas até insustentáveis para as acomodações do abrigo. Nesse cenário, vieram também os desafios: manter de pé um espaço assim não é fácil, muito menos gratuito. A boa intenção de um grupo de pessoas não era capaz de sustentar financeiramente o abrigo. É preciso ração, limpeza pesada e constante, vacinas, castração, transporte, veterinário. São demandas caras, que o abrigo só consegue financiar por meio de doações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — As pessoas, muitas vezes, esperam de nós, das ONGs… a gente sofre muita pressão com isso. Surgem muitos casos e o pessoal já fala “manda pra ONG”, “chama alguma ONG para buscar”. Mas se for parar pra pensar, cada um pode fazer um pouquinho também. Colocar um potinho de ração na porta, um potinho de água… já muda a realidade de um animal.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Cada centímetro do abrigo é fruto do esforço de quem conseguiu visualizar um futuro onde não tinha nada. Cada muro levantado no terreno, para a ampliação dos espaços de acolhimento, foi fruto de muito trabalho duro da equipe e do processo de doação realizado por pessoas solidárias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Captura_de_tela_2026-01-21_155717.png" alt="Gatos do abrigo" width="677" height="507" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Gatos do Abrigo dos Animais Refugados. Foto: Renato Cândido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Quando não há mais onde acomodar um novo animal resgatado, o Refugados precisa ultrapassar seus próprios muros. E é dessa necessidade que entram os lares temporários, casas de pessoas dispostas a ceder um pouquinho do seu espaço e do seu tempo para ajudar um animal em recuperação ou em espera por adoção. Quando alguém aceita receber um animalzinho, o abrigo se disponibiliza a custear todas as despesas: alimentação, transporte, consultas e medicamentos. O que se pede aos lares é apenas um pouquinho de tempo, cuidado e um cantinho seguro. Esse movimento de abrigar, também fora do abrigo, tem contribuído para o Refugados continuar resgatando vidas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — O lar temporário muitas vezes salva vidas. Porque às vezes a gente não tem mais espaço aqui no abrigo, não tem baia apta para receber o animal. E aí, quando aparece alguém disposto a ajudar, a gente consegue fazer o resgate, consegue fornecer cuidado, salvar a vida.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Quando a Lívia faleceu, em 2021, vítima da pandemia, o abrigo esteve em uma situação de incertezas. Muitos dos voluntários, sem verem uma luz no fim do túnel, acabaram cogitando encerrar as atividades, por meio de uma campanha final para a adoção massiva dos animais ali presentes. Mas alguma coisa não os deixou encerrar. A paixão por ajudar os animais e a resistência daquele espaço construído com muita luta não deixaram que ali fosse o fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — Se a Lívia pudesse dizer alguma coisa hoje, seria pra gente continuar, pra gente seguir em frente com o legado dela. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      O abrigo dos animais Refugados segue de pé, sustentado por duas funcionárias fixas, uma rede de voluntários e um sistema inteiro que se baseia nas doações e generosidades dos colaboradores. Existem pessoas que apadrinham um animalzinho em específico e apoiam os custos da forma que for possível. Tem quem doe um saco de ração por mês, tem quem pague consulta ou que compartilhe um único post nas redes sociais – todas essas coisas ajudam e são muito significativas para trabalhos como o do Refugados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Os dias no abrigo começam cedo: quando range o portão, já tem muitos latidos e miados à espera. A limpeza é pesada, rápida e constante, mas também tem a alimentação, os remédios e demais cuidados, tudo isso demanda muito tempo e energia. As funcionárias passam constantemente em cada baia para conferir se está tudo bem, quem não comeu, quem está triste. Os que precisam vão direto para a clínica e os demais são levados para passear um pouco. No fim do dia, o desejo é que a noite seja tranquila, sem nenhum acidente, uma vez que é insustentável para o abrigo a permanência de algum funcionário no período noturno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;      — A gente termina o dia com uma oração. Um pedido para que Deus os proteja durante a noite. Que ninguém brigue, que nenhum adoeça, que nenhum se machuque. E que, no dia seguinte, todo mundo esteja bem aqui.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Mesmo com a rotina caótica, há espaço para o afeto. Cada funcionário já reconhece os latidos mais insistentes, os que choram por atenção e os que se agitam só de ouvir passos. Há quem só coma se a tia estiver perto, quem exija colo depois do passeio, quem se aninhe em qualquer canto que tenha um paninho limpo. Às vezes, o trabalho se estende para além da força física; é necessário ter atenção e paciência para notar até os mínimos sinais. Um focinho mais seco, um olhar cabisbaixo, um tremor no corpo: tudo pode indicar algo mais sério. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — Com certeza os animais percebem que foram resgatados. Às vezes no começo eles têm medo, ficam ariscos, mas é só dar um pouquinho de cuidado, de carinho, que você vê no olhar deles… é um olhar de gratidão que não dá nem pra explicar. Eles são muito carentes, muito amorosos, e a gente sente isso todos os dias ali.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      O luto também acaba sendo constante dentro das paredes do abrigo. Alguns animais morrem por idade, outros não resistem a traumas do passado ou até mesmo são encontrados em situações extremas. Já teve um cão que morreu horas depois do resgate, mas, pelo menos, morreu com dignidade, em um espaço de acolhimento. Também tem os que esperaram muitos anos por uma família que nunca veio, e os que ainda esperam. Independentemente do cenário, esses animaizinhos deixam muitas saudades quando partem. Cada um deles foi e é responsável pela composição e pela história do Abrigo dos Animais Refugados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      Alguns dos animais que já viveram ou vivem ali, nem se preocupam quando um portão se abre, para eles é só mais um dia rotineiro. Para esses, dificilmente o dia de sorte chegará. Isso porque são cães e gatos adultos, de porte médio ou grande, de pelagem preta ou raça indefinida, os que quase ninguém escolhe. A preferência por filhotes faz com que muitos envelheçam dentro das baias, que aos poucos deixam de ser passagem e vão se tornando morada fixa. Para esses, não tem problema! O abrigo dos animais Refugados nunca procurou por determinadas características antes de aceitar um animal. O público geral pode não escolhê-los, mas, no abrigo, sempre será possível visualizar um lar seguro, diferente das ruas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — Sem distinção, todas as vidas importam. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      O abrigo já foi lar de histórias improváveis, como a de Bob Dylan, que perdeu o focinho para um tumor, sobreviveu a duas cirurgias e segue abanando o rabinho como se a vida fosse bela e inabalável, ao contrário do que vários pensaram quando, ao ver o caso, indicaram que ele deveria ser sacrificado. Ou a Kika, que foi adotada, fugiu e misteriosamente voltou para o abrigo através de uma grade minúscula, como quem diz:&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Ainda não era a minha hora, quero ficar aqui;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Do Malboro, que foi atacado por outro cão e por um ouriço, e mesmo assim encontrou um lar e um irmão. Também tem o Amarelinho, que chegou “em pele e osso”, vítima de maus-tratos, e hoje corre feliz pelo quintal do Refugados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — A gente costuma dizer que você não pode mudar o mundo, mas pode mudar o mundo de um animal. E isso já faz toda a diferença.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;      No fundo, o abrigo é isso: um lugar que não desiste. Nem das vidas que chegam, nem da memória das que já não estão mais aqui. O sonho maior é de uma sede própria, com verde e muito espaço para esses animais. A luta é para que a causa animal seja priorizada pela sociedade em geral, mais especificamente pelos órgãos públicos. Mas, enquanto isso não vem, o Refugados segue sendo o que sempre foi, uma casa simples e de muito acolhimento, onde é possível, em qualquer horário do dia, se deparar com muitos latidos e miados, e também com muito amor envolvido no processo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Captura_de_tela_2026-01-21_155847.png" alt="Cães do Abrigo" width="639" height="479" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;Cães do Abrigo dos Animais Refugados. Foto: Renato Cândido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;      — Amar os animais é um privilégio de poucos, mas respeitar é um dever de todos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Entrevista com Rayane Araújo, voluntária do Abrigo dos Animais Refugados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 21 Jan 2026 16:22:10 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/197934-refugados-uma-casa-de-amor-e-luta-por-animais-em-vulnerabilidade</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Goiás tem 1.601 ruas com nomes ligados à ditadura militar</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Ponto de Onibus situado na Avenida Castelo Branco em Goiânia-GO" title="Ponto de Onibus situado na Avenida Castelo Branco em Goiânia-GO" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/WhatsApp_Image_2025-12-01_at_23.33.12.jpeg?1764642881" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Mapeamento cruzou o Censo 2022 com a lista da Comissão da Verdade; concentração é maior em cidades que se expandiram durante o regime militar &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Por Anna Letícia Epaminondas, Guilherme Américo, Gabriela Ogshawara, Jhulia Mendes e Raphael Teixeira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com orientação de Mariza Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/WhatsApp_Image_2025-12-01_at_18.54.07.jpeg" alt="Avenida Castelo Branco" width="720" height="540" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Avenida Castelo Branco, Goiânia-GO. Foto: Raphael Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Um levantamento realizado a partir da Base de Faces de Logradouros do Censo 2022, cruzada com a lista de 377 militares citados no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, identificou 1.601 ruas em Goiás que homenageiam militares envolvidos na repressão entre 1964 e 1985. Essas homenagens estão distribuídas por 66 municípios, enquanto outros 151 não possuem nenhuma referência desse tipo. A concentração é especialmente alta nas maiores cidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Os dados mostram que essas homenagens constituem um padrão urbano, principalmente em cidades que passaram por forte expansão imobiliária entre os anos 1970 e 1990, período que coincide com os governos militares e o pós-ditadura imediato. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Criada em 2012, a CNV teve como objetivo investigar graves violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar, incluindo tortura, homicídio, desaparecimentos forçados e perseguição política. O relatório final, publicado em 2014, identificou 377 agentes do Estado como responsáveis por esses crimes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para chegar ao resultado, a reportagem extraiu os dados dos logradouros únicos registrados pelo IBGE e os comparou, com auxílio de programação em Python, aos nomes dos militares apontados pela CNV como responsáveis por tortura, assassinatos e violações de direitos humanos. O processo considerou variações ortográficas e nomenclaturas comuns, como “Rua Pres. Castelo Branco” ou “Av. Costa e Silva”, o que garantiu maior precisão na identificação dessas homenagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quem são os militares mais homenageados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O nome mais recorrente é o do militar Humberto Castelo Branco, primeiro general-presidente, presente em 972 ruas,  quase três vezes mais do que o segundo colocado, Artur da Costa e Silva, com 320. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26125381/embed" width="700" height="420" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Censo IBGE 2022 e Comissão Nacional da Verdade (CNV).&lt;/p&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: center;"&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para o historiador Roberto Abdala, a escolha dessas homenagens não é neutra. “Quando você nomeia uma rua, uma praça, você está monumentalizando alguém”, afirma. “Então, por que monumentalizar traidores da pátria? Ditadores que governaram o Brasil por 21 anos? É minimamente bizarro. É violentar a memória das pessoas que foram torturadas ali perto, que passam todo dia por esses lugares.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ele lembra que boa parte da população e de gestores públicos não sabem quem foram esses homens, o que contribui para o esquecimento do regime. “Se uma criança perguntar ‘quem foi Castelo Branco’, muitos políticos vão responder ‘presidente do Brasil’. Não dizem que foi ditador. Isso já é uma forma de apagamento.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Goiânia e as figuras mais polêmicas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A capital reúne o maior número de ruas relacionadas à ditadura: 226. Entre elas, há homenagens a alguns dos nomes mais controversos do período, como Castelo Branco, Costa e Silva, e Emílio Médici. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Castelo Branco:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura, aparece em centenas de ruas da capital e é o militar mais homenageado do estado. Sua figura é polêmica porque foi ele quem consolidou a base jurídica que sustentaria a repressão nos 21 anos seguintes. Em 1965, instituiu o Ato Institucional nº 2, que extinguiu os partidos políticos existentes e impôs o bipartidarismo artificial entre Arena e MDB, além de ampliar os poderes de cassação e afastamento de parlamentares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A ampla presença do seu nome no espaço urbano goianiense contrasta com os achados da Comissão Nacional da Verdade, que o identifica como um dos responsáveis por estruturar a engrenagem institucional que viabilizou prisões políticas, censura e perseguições.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Costa e Silva:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O segundo nome mais frequente em Goiânia é o de Artur da Costa e Silva, presidente que assinou, em 1968, o Ato Institucional nº 5, considerado o instrumento mais violento da ditadura. O AI-5 suspendeu garantias constitucionais, fechou o Congresso, permitiu prisões sem mandado judicial e oficializou a tortura e a censura como práticas de Estado. Ter ruas como “Avenida Costa e Silva” ou “Rua Presidente Costa e Silva” significa, portanto, homenagear diretamente o governante mais associado ao auge da repressão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Emílio Médici:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Outro nome presente nas ruas da capital é o de Emílio Garrastazu Médici, presidente entre 1969 e 1974. Seu governo é lembrado por dois aspectos contraditórios: o chamado “milagre econômico”, marcado por crescimento acelerado e propaganda ufanista, e a fase mais brutal da repressão política, com centenas de desaparecimentos e execuções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Foi sob seu comando que órgãos como o DOI-Codi e o Cenimar atingiram seu nível máximo de atuação clandestina. A CNV descreve o período Médici como “o mais sistemático e violento” da ditadura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O padrão mostra que quanto maior o município e mais intenso o processo de loteamento nas décadas finais do século XX, maior a probabilidade de haver homenagens ao regime militar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Distribuição desigual e resistência às mudanças&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Em cidades menores, a quantidade é significativamente mais baixa: Ivolândia e Abadia de Goiás, por exemplo, possuem apenas uma rua com nomes da ditadura.  Segundo Roberto Abdala, essa diferença influencia até mesmo a dinâmica de mudança: “Cidades pequenas trocam nomes com mais facilidade. Em cidades maiores, há mais resistência. E muitas vezes as pessoas nem sabem que aquele nome faz referência à ditadura.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além da dimensão simbólica, a discussão envolve questões práticas e políticas. Trocar o nome de uma rua exige projeto de lei, votação na Câmara Municipal, sanção do prefeito e, em muitos casos, consulta pública. As mudanças também têm impacto em documentos, endereços comerciais e mapas urbanos. Por isso, grandes cidades tendem a registrar mais resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26066250/embed" width="420" height="420" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26247192/embed" width="525" height="420" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
Fonte: Censo IBGE 2022 e Comissão Nacional da Verdade (CNV).
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Cenário Goiano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O debate sobre homenagens a figuras ligadas à ditadura militar ganhou força em Goiânia nos últimos anos, principalmente pela entrada oficial do tema na Câmara Municipal. Um dos movimentos mais estruturados nesse sentido é o projeto apresentado pela vereadora Aava Santiago (PSDB), que busca impedir que pessoas envolvidas em graves violações de direitos humanos sejam homenageadas no futuro em logradouros públicos da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A proposição surge em um contexto no qual o levantamento aponta que Goiânia é a cidade que mais homenageia figuras da ditadura em Goiás, concentrando quase 15% de todas as ruas identificadas no estado. Para Aava, a discussão vai além da toponímia e alcança a identidade da própria cidade:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin: 12pt 30pt 12pt 30pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Quando eu protocolei esse projeto, eu não estava falando apenas de nomes de ruas — eu estava falando sobre que cidade nós queremos ser. Goiânia não pode continuar prestando tributo a figuras que representam dor, violência, autoritarismo e desigualdade.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A vereadora enfatiza que homenagens públicas são escolhas políticas e pedagógicas. Em um estado onde Costa e Silva, Castelo Branco e Médici batizam avenidas e ruas de bairros inteiros, ela argumenta que manter esses nomes reforça narrativas que violam os valores democráticos contemporâneos. “Memorializar opressores não educa, não honra a história e não projeta futuro. O objetivo é corrigir distorções e garantir que a cidade celebre quem ampliou direitos, não quem os destruiu.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O projeto já avançou nas instâncias internas da Câmara e já está pronto para ir a plenário em primeira votação. Goiânia já teve tentativas isoladas de mudar nomes de ruas ligadas a figuras da ditadura, mas todas esbarraram em resistência política ou falta de mobilização popular. Aava argumenta que, em 2024–2025, o cenário mudou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin: 12pt 30pt 12pt 30pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Hoje existe uma compreensão mais madura de que homenagem pública não é neutra. Este projeto é diferente dos anteriores porque ele está mais completo, mais técnico e mais coerente com discussões nacionais e internacionais.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O texto apresentado pela vereadora cria critérios objetivos para impedir a nomeação de logradouros com nomes de pessoas envolvidas em crimes contra a humanidade, racismo, trabalho escravo contemporâneo, entre outras violações. Essa ampliação responde ao mesmo movimento que orientou a decisão judicial em São Bernardo do Campo, onde a Justiça ordenou a retirada de nomes como &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Avenida 31 de Março&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Vila Mussolini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Uma informação central para entender a proposta é que ela não prevê mudança automática de nomes já existentes. No contexto goiano, onde a ditadura ainda marca bairros inteiros e onde a disputa pela memória ressurgiu com força após 8 de janeiro de 2023, a iniciativa de Aava Santiago aparece como um esforço institucional para reposicionar Goiânia em relação ao seu passado, e ao estado que pretende ser no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O que dizem os moradores: entre a indiferença cotidiana e o desconforto quando a memória aparece&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As entrevistas realizadas durante a reportagem mostram que uma parte da população goiana não reconhece imediatamente que o nome de uma rua homenageia uma figura da ditadura militar. Isso tem relação direta com os dados apresentados no levantamento, os quais indicam que os 1.601 logradouros com nomes de figuras do regime estão tão integrados ao cotidiano que se tornam invisíveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No entanto, quando essa associação é explicitada, surge um desconforto quase imediato. A reação dos moradores oscila entre a percepção tardia, a crítica ao simbolismo e um incômodo mais profundo quando se compreende o peso histórico dessas figuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O estudante Dhefy Wotton, 23 anos, representa uma parte da população que convive diariamente com esses nomes mas não associa o significado. Ele admite que, apesar de conhecer a Avenida Castelo Branco, nunca a relacionou ao general-presidente que comandou os anos iniciais da ditadura. “Por estar em nome de rua, a gente não associa tão direto. Só quando estuda mais dá pra perceber.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quando pensa sobre o impacto simbólico, Dhefy reconhece que o nome não desperta memória imediata, mas, ao considerar o significado histórico, ele muda de posição e defende a alteração. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Durante as entrevistas, percebemos um fenômeno recorrente: quanto mais o entrevistado compreende o contexto histórico, maior é a rejeição à permanência desses nomes. A estudante Thaynná Borges, 22 anos, oferece uma leitura mais embasada desde o início. Para ela, a presença de nomes ligados a ditadores é problemática. “É um total desserviço. Nome de rua remete a homenagem, e eu não acho que essas pessoas devam ser homenageadas”, afirma. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sua opinião dialoga com o dado de que mais de 60% das homenagens identificadas em Goiás estão associadas aos quatro presidentes-generais mais repressivos do período, incluindo Costa e Silva e Médici. Thaynná também reforça a necessidade de ressignificar o espaço público. “É urgente colocar isso em prática. Por mais simples que pareça ser apenas um nome de rua, isso diz muito sobre nossos valores.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Já Eduardo Cunha, 23 anos, conta que nunca havia pensado no assunto e que “não acha nada”, mas, ao ser provocado sobre o contexto histórico, sua conclusão muda. “Acho que deveria mudar sim, porque foi um episódio ruim na história brasileira.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Essa oscilação entre indiferença e desaprovação após a contextualização aparece em outros relatos e reflete o que pesquisadores chamam de “memória latente”: ela não está na superfície, mas ressurge ao menor estímulo. Em falas mais aprofundadas, aparecem sentimentos de dor e injustiça. Maria Eduarda, 23 anos, destaca o impacto emocional sobre vítimas e familiares:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin: 12pt 30pt 12pt 30pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“É uma história que não deveríamos homenagear. As pessoas que foram vítimas vão se sentir obrigadas a relembrar isso.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A percepção da entrevistada representa debates presentes em políticas públicas de memória, segundo as quais homenagens a perpetradores de violência reforçam traumas e dificultam a construção de uma sociedade que reconheça violações. Entre os entrevistados, o servidor público Rodolpho Sousa reconhece o apagamento simbólico. “As pessoas nem lembram quem essas figuras são.” Mas também aponta o caráter violento dessas homenagens:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin: 12pt 30pt 12pt 30pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Quando você homenageia uma figura ditadora, está homenageando aquele período histórico violento. Ficar revisitando essas pessoas é uma forma difícil de seguir com a vida.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ele também afirma que a responsabilidade pela mudança deve vir do Estado. Posição compatível com legislações de memória adotadas em países como Alemanha, Argentina e Chile. “Primeiro deveria partir do governo, em respeito às vítimas e às famílias.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A entrevista mais direta e emotiva vem de Valda, 61 anos, pertencente a uma geração que cresceu sob o impacto da repressão. “Sou totalmente contra. Deve ser mudado, porque foi uma época difícil de tortura.” Sua fala traz o testemunho de quem experimentou o medo e a violência de forma concreta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A partir das entrevistas, entende-se que as homenagens a militares da ditadura tornaram-se invisíveis a ponto de passarem despercebidas pela maioria, mas, quando reconhecidas, são rejeitadas. A indiferença não é aprovação, ela demonstra desconhecimento. E, uma vez informado sobre quem realmente são os personagens que batizam ruas e avenidas, o morador tende a rejeitar a homenagem e reconhecer a necessidade de revisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 2.16; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 17pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O 8 de janeiro reacendeu o debate?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 2.16; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; Para o historiador Abdala, os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 — quando os prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados reacenderam o debate sobre memória, autoritarismo e símbolos públicos ligados ao passado militar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Os ataques, protagonizados por grupos que reivindicam a volta da intervenção militar, evidenciaram que a disputa pela memória da ditadura permanece ativa. Para Abdala, isso contribuiu para que o tema voltasse ao centro das discussões. Além desse episódio, outros fatores influenciaram a retomada do debate: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: left;"&gt;
&lt;ul style="margin-top: 0; margin-bottom: 0; padding-inline-start: 48px;"&gt;
&lt;li style="list-style-type: disc; font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre;" aria-level="1"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;o avanço de discursos revisionistas nas redes sociais;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="list-style-type: disc; font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre;" aria-level="1"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;a presença de militares na política contemporânea;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="list-style-type: disc; font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre;" aria-level="1"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;o fortalecimento de movimentos de memória e direitos humanos a criação de projetos de lei sobre renomeações.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como exemplo deste último tópico, no dia 28 de  novembro de 2025, a Justiça de São Paulo determinou que a prefeitura de São Bernardo do Campo renomeasse três vias que homenageavam diretamente o golpe de 1964 e o fascismo italiano: Avenida 31 de Março, Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco e a Vila Mussolini.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A decisão foi resultado de uma ação popular movida por um membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, que argumentou que homenagear ditadores e regimes autoritários viola princípios constitucionais como dignidade humana, pluralismo político e o direito à memória. A sentença afirma que manter homenagens a figuras que cometeram violações graves de direitos humanos é incompatível com uma sociedade democrática. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As decisões judiciais, projetos de lei e pressão internacional por políticas de memória, indica que o Brasil está vivendo um momento em que os nomes das ruas deixaram de ser meros endereços. Eles se transformaram em instrumentos de disputa política e histórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O caso de São Bernardo mostra o que especialistas afirmam há décadas: &lt;strong&gt;que o espaço urbano não é neutro&lt;/strong&gt;. Ele conta uma história e, quando essa história homenageia perpetradores da violência de Estado, o conflito se torna inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Limitações da análise&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Foram contabilizadas apenas as homenagens explícitas aos militares listados pela CNV. Termos genéricos como “General”, “Marechal”, nomes de quartéis, batalhões ou referências indiretas ao golpe não entraram na conta, o que significa que o número total de referências ao regime possivelmente é maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A análise das homenagens mostra que a maior parte das cidades goianas possui pelo menos uma referência à ditadura em suas ruas. A permanência desses nomes é burocrática, simbólica e política. Mesmo 40 anos após o fim do regime, a memória da ditadura ainda está estampada nas placas de rua, e passa despercebida pela maioria das pessoas que circulam por elas diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 23:40:24 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/ruas-com-nomes-ditadores-goias</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Novo Vestibular UFG tem pouco mais de 1% de inscritos que se declararam pessoas com autismo</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Uma ilustração mostra estudantes em uma universidade, com um jovem usando laptop em destaque. Ao fundo, surge o prédio universitário e, ao lado, a silhueta de um perfil com peças de quebra-cabeça coloridas, simbolizando o autismo e a inclusão no ensino superior." title="Uma ilustração mostra estudantes em uma universidade, com um jovem usando laptop em destaque. Ao fundo, surge o prédio universitário e, ao lado, a silhueta de um perfil com peças de quebra-cabeça coloridas, simbolizando o autismo e a inclusão no ensino superior." src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/ChatGPT_Image_26_de_nov._de_2025__17_36_54.png?1764631143" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Com 331 candidatos autistas, o novo vestibular da UFG expõe a crescente presença de pessoas com TEA no acesso ao ensino superior e evidencia a urgência de políticas de inclusão e apoio institucional&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O retorno do vestibular próprio da Universidade Federal de Goiás (UFG), após alguns anos de ausência, trouxe consigo um dado inédito e relevante sobre a inclusão e a crescente demanda por acessibilidade no Ensino Superior: segundo o Instituto Verbena, que organiza o processo seletivo da UFG, em um total de 31.825 candidatos inscritos na edição 2025, 331 se autodeclararam autistas com cadastros homologados — um número que representa cerca de 1,04% do total de inscritos. Todos os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), em um pedido que foi parcialmente atendido pela UFG. Essa marca, agora oficialmente registrada pelo Edital nº 17/2025, lança luz sobre a presença do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos portões da universidade e reforça a urgência de políticas de apoio institucional desde as etapas de seleção.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desse contingente de autistas, o Instituto Verbena também destacou que 188 autistas (o que equivale a aproximadamente 56,8% dos inscritos nessa categoria) buscaram ativamente o apoio institucional, solicitando uma das condições ou adaptações oferecidas pela instituição. Dentre as solicitações, 174 foram aceitas. O alto índice de pedidos de suporte demonstra que, apesar de ainda estarem ingressando no Ensino Superior, esses estudantes já identificam a necessidade de recursos que garantam sua equidade na realização da prova. Entre os principais itens disponibilizados pela UFG, estavam o tempo adicional de uma hora e trinta minutos, a correção diferenciada e diversas condições especiais, como ledor de prova, prova ampliada e a possibilidade de realizar o exame em uma sala individual ou com número reduzido de participantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Censo 2022, pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levantou o número de pessoas diagnosticadas com TEA: são mais de 2,4 milhões, representando cerca de 1,2% da população brasileira. A mesma pesquisa, inclusive, também constatou que Goiás possui mais de 75 mil pessoas com autismo (cerca de 1,1% dos residentes goianos). A capital, Goiânia, na ocasião, registrou mais de 17 mil (aproximadamente 1,2% da população da cidade). Apesar de o levantamento, por si só, ser um passo importante em direção a uma realidade mais inclusiva, os números destacam uma desigualdade preocupante: embora a taxa de escolarização de pessoas com TEA na educação básica tenha crescido nos últimos anos, o número de autistas no ensino superior é mais de 20 vezes menor do que o registrado na população geral.&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;Primeiro passos de inclusão&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar do índice de escolarização de 36,9% entre pessoas autistas (cerca de 800 mil pessoas) apontado pelo Censo, menos de 30 mil estão no ensino superior. O doutorando em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás, Tiago Abreu (29 anos), faz parte dessa pequena estatística. Tiago recebeu o diagnóstico de autismo em 2015, no mesmo período em que ingressou no curso de Jornalismo. Ele lembra que a estrutura de apoio era incipiente: &lt;em&gt;“Inicialmente, procurei a coordenação do curso, que me orientou a buscar o Núcleo de Acessibilidade. Eles tinham pouca experiência com autismo, mas mostraram muita disposição.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Abreu afirma que os primeiros semestres foram marcados por limitações, ainda que seu objetivo fosse apenas se antecipar a possíveis dificuldades. Observou também que a universidade carecia de uma política articulada para atender estudantes autistas, e que os serviços existentes funcionavam de forma isolada. Naquela época, a UFG registrava 11 discentes com autismo durante o primeiro semestre, segundo a plataforma Analisa UFG; agora, uma década depois, são 112 estudantes. Mesmo com o progresso, Tiago aponta que ainda existem desafios: &lt;em&gt;“Quando pensamos em deficiência, geralmente imaginamos adaptações visuais, intérpretes, materiais acessíveis. Mas o autismo envolve questões de saúde mental, comunicação e interação social. Há especificidades que não aparecem em outras deficiências”&lt;/em&gt;, pondera.&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;Crescimento do número de estudantes com autismo na UFG, de 2015 a 2025&lt;/h3&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/gr%C3%A1fio_1.0.jpg" alt="gráfico de linha" width="1015" height="587" /&gt;
&lt;figcaption&gt;
&lt;p style="line-height: 1.2; text-indent: 35.4331pt; margin: 0pt 5.7pt 0pt 7.08661pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Fonte: Dados Abertos da UFG&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os dados do IBGE corroboram essa análise: dentre todos os universitários matriculados no país, apenas 0,8% são pessoas com TEA, o que evidencia os obstáculos para permanecer e progredir na formação acadêmica, especialmente diante de barreiras de acesso, falta de adaptações adequadas e apoio institucional insuficiente. Esse contexto se reflete na experiência de Abreu, que afirma ter sido o único, entre os estudantes autistas que conheceu durante sua graduação na UFG, a finalizar o curso dentro do prazo — sem considerar aqueles que abandonaram a formação.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Diagnóstico tardio&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A jornalista Izabella Pavetits (30 anos), também formada pela UFG, enfrentou obstáculos diferentes. Diagnosticada somente após a conclusão do curso, viu suas particularidades frequentemente serem interpretadas como “implicância”. Dessa forma, seus pedidos de adaptação eram considerados exagerados, o que resultou na ausência de assistência efetiva.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A ausência de um laudo diagnóstico também afetou suas escolhas acadêmicas. Antes do Jornalismo, Izabella iniciou o curso de Direito, também na UFG, apenas para perceber que a rigidez cognitiva tornava o ambiente desafiador. No autismo, a rigidez cognitiva é comumente manifestada por meio de uma forte dificuldade em flexibilizar pensamentos, ideias e comportamentos, e para Izabella, isso se aplicou ao precisar entender que uma lei poderia passar por diferentes interpretações. &lt;em&gt;“A ideia de que a aplicação da lei dependeria da opinião de alguém me pareceu totalmente injusta e ilógica”&lt;/em&gt;, comenta, ao recordar o momento em que um professor sugeriu que as normas eram mais maleáveis do que os livros didáticos indicavam.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além disso, a jornalista relembra as dificuldades sociais enfrentadas: em atividades avaliativas que exigiam interação, não conseguia se inserir nos grupos. &lt;em&gt;“Me sentia inadequada, deslocada. Acabava entrando nos grupos que sobravam”&lt;/em&gt;, relata.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A transferência para o curso de Jornalismo trouxe algum alívio, sobretudo por haver maior identificação com o conteúdo. Contudo, a dimensão social (estabelecer vínculos com colegas, construir redes e desenvolver proximidade com docentes) continuou sendo um desafio. &lt;em&gt;“Eu não sabia criar essas conexões. Então, apesar de estar indo bem academicamente, eu me sentia invisível”&lt;/em&gt;, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em um episódio marcante, ao pedir informações básicas e que considerava essenciais sobre uma viagem prevista para uma disciplina, ouviu de um professor que estava sendo “fresca”. &lt;em&gt;“Na época, eu não tinha diagnóstico, então não tinha sequer fundamento para explicar minhas necessidades. Acabei desistindo da atividade e fiquei sem nota”&lt;/em&gt;, recorda.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Izabella recebeu o laudo apenas em 2022, aos 27 anos, passando a integrar estatisticamente o grupo de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo por profissionais de saúde no Censo de 2022 (sendo 1,4 milhão de homens e 1,0 milhão de mulheres).&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;Comparativo entre mulheres e homens com autismo no Brasil, em porcentagem&lt;/h3&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/gr%C3%A1fico_2.jpg" alt="imagem de gráfico" width="634" height="587" /&gt;
&lt;figcaption&gt;
&lt;p style="line-height: 1.2; text-indent: 35.43307086614174pt; text-align: center; margin: 0pt 5.7pt 0pt 7.086614173228344pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Representação gráfica dos dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022. Foto: Produção dos autores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;O impacto do acolhimento institucional&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A trajetória de Vitor Rodrigues (28 anos) expõe outro ponto sensível: o diagnóstico equivocado. Inicialmente identificado como esquizofrênico, Vitor foi submetido a medicações fortes e que comprometiam sua rotina. A correção só aconteceu quando a mãe, com suspeitas do sofrimento do filho, buscou uma segunda avaliação e obteve a afirmação de autismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com o laudo, Vitor conta que as recomendações de acessibilidade e o histórico clínico, elaborados por sua médica, não serviram de muito durante o ensino fundamental e o ensino médio. Em ambas, os diretores desconsideram os documentos e negaram quaisquer adaptações. A ausência de suporte agravou dificuldades acadêmicas e a convivência em ambientes turbulentos. &lt;em&gt;“Eu tinha muita dificuldade de concentração e não conseguia alcançar meu potencial”&lt;/em&gt;, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A virada acontece somente no ensino superior, quando ingressa no Centro Universitário Alves Faria. Ali, a coordenação acolheu o diagnóstico, seguiu as recomendações e disponibilizou acompanhamento contínuo, o que transformou sua relação com os estudos. &lt;em&gt;“Pedi apenas suporte para reduzir barulhos e organizar meus estudos, para que eu pudesse ter uma rotina normal como qualquer estudante. Também solicitei proteção contra brincadeiras de mau gosto e bullying, porque sofri muito com isso na escola. Eles compreenderam minha história e, ao longo dos quatro anos de curso, fizeram adaptações que realmente salvaram minha vida”&lt;/em&gt;, conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A experiência de Vitor durante o ensino superior levanta uma pergunta inevitável, quase instintiva: como teriam sido as trajetórias de Tiago e Izabella se tivessem recebido o mesmo nível de suporte?&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;Os números e o cotidiano&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A desigualdade vivida pelos três se reflete nas estatísticas do IBGE. Entre pessoas com 25 anos ou mais diagnosticadas com autismo:&lt;/p&gt;
&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;
&lt;li aria-level="1"&gt;46,1% não possuem instrução ou têm apenas o ensino fundamental incompleto, contra 35,2% da população geral;&lt;/li&gt;
&lt;li aria-level="1"&gt;apenas 25,4% das pessoas autistas estão entre aqueles com ensino médio completo e superior incompleto, contra 32,3% da população geral;&lt;/li&gt;
&lt;li aria-level="1"&gt;A taxa de escolarização da população autista foi de 36,9%, o que é maior do que a taxa da população destacada, que equivale a 24,3%&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/gr%C3%A1fico_3.png" alt="imagem gráfico " width="985" height="587" /&gt;
&lt;figcaption&gt;
&lt;p style="line-height: 1.2; text-indent: 8.88178e-16pt; margin: 0pt 5.7pt 0pt 7.08661pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;           Fonte: Censo Demográfico do IBGE - 2022&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para que essa realidade se transforme, o primeiro passo é incentivar a entrada de pessoas autistas no ensino superior. E, com o vestibular próprio e a via do Enem, consolidando múltiplos caminhos de acesso, a UFG demonstra estar à frente da média nacional de inclusão, com autistas representando cerca de 1,5% de seus discentes. O crescimento dessa presença é um fenômeno notável em todo o país: o último Censo da Educação Superior (INEP, 2024) registrou 9.718 estudantes com TEA matriculados. Esse número demonstra um crescimento impressionante, considerando que, em 2013, as universidades brasileiras atendiam a somente 328 estudantes com o transtorno, refletindo um avanço significativo em uma década.&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/gr%C3%A1fico_4.1.jpg" alt="imagem de gráfico de barra" width="784" height="587" /&gt;
&lt;figcaption&gt;
&lt;p style="line-height: 1.2; text-indent: 35.4331pt; margin: 0pt 5.7pt 0pt 7.08661pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Fonte: Censo da Educação Superior (2024), realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É importante contextualizar que o número de 1,5% dos discentes, utilizados para análises como a do programa “UFG Inclui”, são extraídos diretamente do SIGAA (Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas). Ou seja, ele depende da autodeclaração dos próprios discentes. Tal metodologia, embora seja o meio oficial de registro na universidade, pode levar a uma subnotificação nas taxas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tiago Abreu destaca que a ausência de procedimentos sistemáticos para identificar quantos estudantes autistas ingressam no ensino superior constitui uma das principais fragilidades, tanto na UFG quanto em outras instituições. &lt;em&gt;“Se não sabemos quantos entraram, não sabemos quantos evadem. Sem números, fica parecendo que tudo funciona bem.”&lt;/em&gt; Ele explica que atualmente existem duas vias de ingresso para pessoas com deficiência: as cotas — quando o candidato declara a condição — e a ampla concorrência. Muitos estudantes autistas ingressam por ampla concorrência sem informar o diagnóstico, e a universidade só toma conhecimento da situação quando surgem dificuldades na interação com docentes, colegas ou na realização de atividades acadêmicas. &lt;em&gt;“Há instituições que buscam localizar esses estudantes por meio de campanhas, como a Universidade Federal do Pará. Não vejo isso acontecer na UFG. E como o autismo envolve desafios de comunicação e interpretação social, muitas vezes o estudante nem consegue formular o tipo de apoio de que necessita. Por ser uma deficiência não visível, ele pode ser percebido como desinteressado, ríspido ou irresponsável, quando, na verdade, enfrenta obstáculos concretos”&lt;/em&gt;, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao ser questionado sobre um cenário ideal de acolhimento no ensino superior, Tiago defende que a primeira medida deve ser o aprimoramento dos processos de identificação já no momento da inscrição. Em seguida, considera fundamental implementar campanhas permanentes para alcançar estudantes que não informam o diagnóstico. Ele também ressalta que a saúde mental integra as condições de acessibilidade: &lt;em&gt;“Os serviços de saúde mental da universidade estão sobrecarregados. É preciso investir, contratar profissionais e ampliar a estrutura. Além disso, há uma mudança cultural que precisa ocorrer dentro da instituição. Algumas iniciativas avançam por impulso institucional, mas muitas dependem da mobilização dos próprios estudantes”&lt;/em&gt;, conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante a graduação, Tiago Abreu e Izabella Pavetits passaram a trabalhar juntos na produção do podcast &lt;a href="https://www.introvertendo.com.br/"&gt;Introvertendo&lt;/a&gt;, criado por Tiago e voltado a debates sobre autismo, sobretudo na vida adulta. O programa alcançou projeção nacional: recebeu o prêmio da Intercom em 2019, integrou a lista de destaques da Apple em 2020, foi agraciado com o Prêmio Orgulho Autista Brasil em 2024 e ganhou espaço em veículos como Estadão e TV Cultura. Izabella menciona que um de seus episódios preferidos é “Autistas bêbados”, por confrontar a imagem equivocada de que pessoas autistas seriam ingênuas ou “puras”. Para ela, o valor central do projeto está em evidenciar a humanidade e a diversidade do espectro: &lt;em&gt;“O essencial é mostrar que somos pessoas, com diferenças, claro, mas pessoas comuns, vivendo experiências comuns.”&lt;/em&gt; Ela observa ainda que o podcast recebe retornos de ouvintes autistas que se sentem representados, de familiares que passaram a compreender melhor seus filhos e até de pessoas sem relação direta com o tema, mas que relatam ter ampliado sua percepção sobre o autismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A existência do &lt;a href="https://www.introvertendo.com.br/"&gt;Introvertendo &lt;/a&gt;constitui também uma forma de resistência diante das adversidades enfrentadas por pessoas autistas no ambiente acadêmico e, posteriormente, no mercado de trabalho. Nesse contexto, Izabella e Vitor Rodrigues Costa relataram obstáculos vivenciados mesmo após obterem o diagnóstico. Izabella teve solicitações de adaptação negadas; Vitor, por sua vez, enfrentou situações constrangedoras em razão de comentários e “brincadeiras” no ambiente profissional. Ele explica que precisou desenvolver estratégias para aprimorar a comunicação: &lt;em&gt;“É uma questão de sobrevivência. Existe o mito de que a pessoa autista não interage, mas eu construí vínculos — poucos, mas construí. Faço terapia para desenvolver habilidades sociais e busco cursos técnicos, como marketing digital. O problema é que, mesmo com esse esforço, ainda esbarramos em preconceitos estruturais.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Diante desse panorama, Abreu, Pavetits e Costa também compartilharam perspectivas e aspirações para os próximos anos. Tiago observa que há mais estudantes autistas na universidade do que se imagina e que o ambiente acadêmico tende a favorecer o aprofundamento em temas específicos — característica compatível com perfis presentes no espectro. Ele reforça que pessoas autistas já desempenharam papéis relevantes na produção científica e continuarão contribuindo. &lt;em&gt;“É fundamental que a universidade reconheça isso e ofereça condições para que essa participação seja plena”&lt;/em&gt;, conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Izabella, por sua vez, orienta outras pessoas autistas que desejam ingressar e permanecer na universidade a selecionarem cuidadosamente suas batalhas. Para ela, compreender os próprios limites e identificar o que é possível transformar são passos essenciais. &lt;em&gt;“Não dá para tentar mudar o mundo sozinho e se machucar no processo. É importante querer ocupar espaços, mas sem se perder de si”&lt;/em&gt;, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vitor avalia que, com a ampliação do acesso ao diagnóstico e a maior visibilidade de pessoas autistas, será possível avançar na inclusão no ensino superior. Para isso, considera indispensável o fortalecimento de políticas públicas e a disseminação de informações confiáveis. &lt;em&gt;“A mudança não acontece da noite para o dia. Mas acredito que, conforme mais autistas adultos ocuparem espaços, mostrarem seus talentos e falarem em uníssono, haverá avanço. Eu mantenho essa esperança”&lt;/em&gt;, declara.&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;Vestibular UFG e o novo horizonte da inclusão no Ensino Superior&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na Universidade Federal de Goiás, o desafio vai além do ingresso ou permanência desses estudantes no ensino superior; é preciso desenvolver ferramentas e campanhas para identificação dessas pessoas, entender quais barreiras enfrentam e estruturar políticas de incentivo efetivas. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As experiências de Tiago Abreu, Izabella Pavetits e Vitor Rodrigues Costa demonstram que, apesar dos progressos alcançados, a inclusão de pessoas autistas ainda enfrenta barreiras significativas. Seus relatos evidenciam tanto as dificuldades estruturais quanto a potência de seus esforços individuais e coletivos. Ao mesmo tempo, projetam um horizonte possível, no qual trajetórias acadêmicas e profissionais podem ser construídas com dignidade. A transformação é gradual, mas, como mostram suas vozes, já está em curso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A crescente presença de pessoas com TEA, evidenciada pelos 331 candidatos do último vestibular e os altos pedidos de recursos, impõe uma realidade incontornável: o desafio da UFG é consolidar o avanço da inclusão, transformando a demanda por acessibilidade em um compromisso institucional contínuo, do acesso à diplomação.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 21:12:22 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/espectro-autista-ufg</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Pastagens em colapso? Uma análise da degradação e seus efeitos no setor agropecuário de Goiás</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="A degradação das pastagens no Cerrado avança e acende um alerta crescente nas discussões ambientais." title="A degradação das pastagens no Cerrado avança e acende um alerta crescente nas discussões ambientais." src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/site_noticias_45987015.jpg?1764631519" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="63" data-end="225"&gt;Estudos de pesquisadores da área apontam crescente preocupação com o ritmo acelerado de degradação das pastagens no Cerrado&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="227" data-end="380"&gt; &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt; Kamilly Vitória, João Pedro Bolzam, Geovana Gonçalves e Alexandre Elias&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;De acordo com um estudo realizado pela Embrapa e publicado em 2024 pela revista internacional &lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.mdpi.com/2073-445X/13/2/200"&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Land&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;, há cerca de 28 milhões de hectares residenciais em pastagens plantados no Brasil, com levantamento por meio de níveis intermediários e severos, com potencial para implantação de culturas agrícolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Da mesma forma, é perceptível a ocorrência dessa degradação no estado de Goiás, por meio de um estudo realizado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig), o qual realizou a criação do artigo “Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no Estado de Goiás”. Devido ao estado ser composto pelo Cerrado (cerca de 71% por bioma) e ter a grande dependência da pecuária a pasto, que contribui fortemente para a produção da carne bovina, o estado em si promove uma escassez no manejo adequado e uma baixa fertilidade no solo, o que tem agravado a degradação de pastagens e promovido riscos ecológicos e econômicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Como dito pelo Engenheiro Agrônomo e professor na área de Zootecnia pela UFG, Wilton Ladeira, ele ressalta que, além dos impactos altos por meio do alto investimento do governo para fomentar a recuperação de áreas degradadas com altos custos para os pecuaristas se manterem na atividade também há uma alta degradação vinda dos impactos ambientais, já que as degradações podem favorecer diversas condições: “solos compactados, processos de erosão, redução de área útil para pastejo e ainda podem proporcionar aumentos nas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Para a melhor realização de análise de degradação do solo, o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Pastagem do Lapig e autor do artigo, Laerte Guimarães, revela que a prática da atividade foi composta pelo apoio do CNPq e do MapBiomas e, dessa maneira, há estimativas de que em torno de 50% das nossas áreas de pastagens apresentam algum tipo ou nível de degradação. E, para a recuperação dessas pastagens, o método é estratégico para o país, ainda mais para a coleta de dados de campo para a produção do trabalho:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt; “Tivemos que viabilizar recursos para, durante cerca de dois meses, manter equipes em campo, coletando dados em aproximadamente 400 pontos amostrais.” ressalta o professor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;O Coração do Problema: A Rápida Perda de Pastagem e a Mudança na Qualidade&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A análise dos dados do MapBiomas ainda revela que o problema das pastagens em Goiás é duplo, pois há uma perda acelerada de área total e uma recomposição da qualidade que merece atenção. Entre 2000 e 2023, Goiás perdeu 2,15 milhões de hectares de pastagem, com a área total diminuindo em 14,43% de perda total.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/pastagem_goias_evolucao_%281%29.png" alt="Fonte: MapBiomas| Dados Tratados por João Pedro Bolzam| Manus" width="800" height="400" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Legenda: Evolução anual da área de pastagens em Goiás entre 2000 e 2023, segundo dados do MapBiomas. O gráfico evidencia uma tendência contínua de redução das áreas destinadas à pecuária no estado ao longo das últimas duas décadas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Fonte: MapBiomas| Dados Tratados por João Pedro Bolzam&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26126244/embed" width="700" height="343" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;"&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;A maior fatia é o Vigor Médio (43%). É a sua maior oportunidade de investimento. Um manejo simples pode transformar essa área em Vigor Alto, resultando no maior ganho de produtividade com o menor custo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;A menor fatia é o Vigor Baixo (19%). Essa área é improdutiva e exige o maior investimento (reforma) e representa o maior risco de degradação ambiental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a class="flourish-credit" style="text-decoration: none!important;" href="https://public.flourish.studio/visualisation/26126244/?utm_source=embed&amp;amp;utm_campaign=visualisation/26126244" target="_top"&gt;&lt;img style="width: 105px!important; height: 16px!important; border: none!important; margin: 0!important;" src="https://public.flourish.studio/resources/made_with_flourish.svg" alt="Made with Flourish" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;"&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-top: 4px !important; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A análise da condição de vigor da pastagem em Goiás, conforme a visualização, revela um cenário de desequilíbrio que impacta diretamente a produtividade e a sustentabilidade da pecuária no estado. A maior parte da área de pastagem se concentra nas categorias de Vigor Médio e Vigor Alto, indicando que uma parcela significativa ainda apresenta boa capacidade produtiva. No entanto, a presença notável de pastagens em Vigor Baixo acende um alerta. Essa condição de baixo vigor está intrinsecamente ligada aos estágios de degradação, onde a capacidade de suporte da pastagem é reduzida, exigindo intervenções de manejo mais intensas e custosas. A manutenção de um grande volume de pastagens em vigor médio e a existência de áreas em vigor baixo demonstram a urgência de políticas e práticas de manejo que visem a recuperação e a conversão para o vigor alto, garantindo a resiliência do sistema produtivo goiano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Ainda mais surpreendente reside na categoria de pastagem mais crítica: a área classificada como "Vigor Baixo" – o indicador direto de degradação – diminuiu em 38.44% no mesmo período, caindo de 5.544.133,76 hectáreas para 3.413.187,37 hectares.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Essa redução na área degradada, em um contexto de perda total de pastagem, sugere um cenário complexo:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="font-weight: 400;" aria-level="1"&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Conversão de Uso: A pastagem degradada pode estar sendo convertida para outras culturas, como soja ou cana-de-açúcar, o que explica a diminuição da área total de pastagem no estado.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li style="font-weight: 400;" aria-level="1"&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Recuperação: Uma parte da pastagem em Vigor Baixo pode ter sido recuperada, migrando para as categorias de Vigor Médio ou Alto, indicando um esforço de manejo mais eficiente.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Segundo o artigo de pesquisa publicado pela LDD Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no estado de Goiás (2025).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt; O estado de Goiás depende fortemente da produção pecuária baseada em pastagens, contribuindo de forma significativa para a produção nacional de carne bovina (IBGE 2024; CEPEA 2024). No entanto, o manejo inadequado e a baixa fertilidade do solo têm intensificado a degradação das pastagens, gerando riscos ecológicos e econômicos (Dias-Filho 2023). No Cerrado brasileiro, a demanda por áreas de pastagem continua crescente (Dias et al. 2016), o que reforça a necessidade de compreender e mitigar os processos de degradação para garantir a sustentabilidade produtiva a longo prazo (Bustamante et al. 2019).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Dados divulgados pelo IBGE sobre a produção agropecuária e o rebanho bovino entre 2020 e 2022 em Goiás mostram que a expansão do setor e o tamanho do rebanho vêm aumentando de forma contínua. No gráfico elaborado a partir da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), observa-se o número de cabeças de gado por município. Nova Crixás (GO) lidera o ranking, com aproximadamente 772.837 cabeças de gado, seguida por São Miguel do Araguaia, com 595.720, e Porangatu, com 470.450.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/cartograma_bovinos_go.png" alt="PPM: Tamanho do rebanho, Maior produtorCenso Agropecuário: Estabelecimentos" width="800" height="791" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400; font-size: 12pt;"&gt;Na mesma pesquisa, foi publicada uma série histórica sobre o tamanho do rebanho bovino em Goiás. Os dados mostram que 2022 foi o ano com o maior número de cabeças de gado, totalizando 24.410.182. Já 2024 apresentou a menor quantidade registrada no período, com 23.216.460 cabeças no rebanho estadual.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/seriehistorica_bovinos_go.png" alt="Série histórica - Bovinos (Bois e Vacas) - Tamanho do rebanho" width="800" height="415" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Estudiosos sobre o assunto de degradação alertam sobre esses dados lançados pelo IBGE. Em entrevista com a Pesquisadora Natália Teles, foi apresentado o dado “recente” levantado pelo IBGE, sobre que no Brasil existem 238,2 milhões de bovinos, contra 213,4 milhões de habitantes; aves, ovos, leite, mel e piscicultura também bateram recordes em 2024, mostrando que no nosso país há 12% mais gados do que pessoas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A partir desse dado, foi perguntado à entrevistada a seguinte questão: Com esses dados mostrados é possível discutir uma preocupação com a degradação vegetal não só de Goiás, mas do país como um todo? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;“A comparação do número de habitantes com tamanho do rebanho nos diz muito sobre a economia e o uso do solo no nosso país. Essa relação indica o peso do agronegócio na balança comercial e no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que é um grande produtor e exportador de carne bovina. E um rebanho desse tamanho demanda grandes áreas de pastagem, configurando um modelo de pecuária predominantemente extensiva em grande parte do nosso país. Com esses dados podemos entender a magnitude da área de pastagem e a histórica correlação entre a expansão da pecuária e a supressão de vegetação nativa. Discutir degradação de pastagens, especialmente no bioma Cerrado, torna-se uma prioridade nacional, sendo necessárias políticas que promovam a intensificação sustentável da pecuária em pastagens já existentes, em vez da contínua expansão sobre novos biomas. A exemplo dessas políticas temos o Plano ABC em que uma das tecnologias desenvolvidas é para a Recuperação de Pastagens Degradadas; e mais recentemente foi lançado o Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt; diz a pesquisadora Natalia Teles.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;O Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas tem como objetivo recuperar e converter até 40 milhões de hectares de pastagens em áreas produtivas ao longo de um período de dez anos. O que contribuirá para a captura de carbono e maior mitigação das mudanças. Além disso, o programa ainda prevê a recuperação de terras degradadas e a conversão de produção agropecuária e florestais ambientais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eficiência de Pastejo &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Segundo os resultados da pesquisa: Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no estado de Goiás, Brasil, 39,35% (EP = 3,92%) da área de pastagem em Goiás foi classificada como não degradada, 31,98% (EP = 2,66%) como em processo de degradação e 28,67% (EP = 3,64%) como severamente degradada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Nessa ocasião, é válido pensar sobre como isso pode ser alarmante e como pode ser mitigado. Ainda em entrevista com Natalia, perguntamos: Quando esses resultados podem se tornar alarmantes e em quanto tempo em decorrência da degradação pode chegar a isso?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;“Quando falamos em degradação de pastagens é necessário entender as causas das mesmas. Olhando para esses números, temos que quase 60% das pastagens em Goiás apresentam algum nível de degradação e isso está relacionado principalmente ao manejo inadequado, falta de adubação, e à baixa transferência de tecnologia para o sistema pecuária. A situação já é alarmante, e a preocupação não é quando ela se tornará um problema, mas sim a velocidade com que a degradação em processo pode migrar para a degradação severa, e o impacto disso na produtividade brasileira e no desmatamento de novas áreas. A degradação ameaça a viabilidade econômica do principal setor produtivo do nosso estado (pecuária) e também a segurança hídrica e ambiental do bioma Cerrado. Determinar um tempo exato para a degradação é complexo porque depende de fatores como manejo, clima e tipo de solo. Mas vale lembrar que essa tendência não é irreversível. O esforço em Goiás e no Brasil Central em programas como o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) tem mostrado resultados positivos.“&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt; Colabora a pesquisadora Natalia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/pastagem_goias_degradacao.png" alt="Estudo &amp;quot;Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no estado de Goiás, Brasil&amp;quot; (Dados de campo)." width="434" height="434" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Fonte: Estudo "Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no estado de Goiás, Brasil" (Dados de campo).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A tendência de perda de área de pastagem observada no gráfico anterior (redução de 14,43% entre 2000 e 2023) e a alta taxa de degradação atual (60,65%) sugerem que, sem intervenção imediata e em larga escala, a proporção de pastagens severamente degradadas pode ultrapassar 50% em um futuro próximo, tornando a situação crítica para a economia agropecuária e para o meio ambiente do estado assim como descrito por Natália.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: 400; background-color: #ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Degradação voltada aos Biomas Goianos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Em abrangência, os gráficos com dados tratados a seguir demonstram uma maior evolução das áreas de pastagem envolvendo o estado de Goiás entre os anos 2000 e 2023, em destaque para dois biomas específicos, sendo o Cerrado e a Mata Atlântica, com relação ao total de pastagens do estado. Os dados envolvidos abrangem as séries históricas do nosso objeto adicional de pesquisa, o MapBiomas, com desenvolvimento pelo Lapig.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Em primeira lacuna, o Cerrado Goiano, bioma mais abrangente no estado de Goiás, demonstra uma trajetória contínua de quedas desde os anos 2000, com uma transição estrutural do uso da terra. Com isso, os valores entre 5.355.223,63 e 3.304.572,17, contendo uma diferença entre degradações de 162,08% durante meados de 23 anos se tornando um ponto com foco em utilização do solo para a realização de outras atividades, como a agricultura mecanizada, com Goiás sendo o 3° maior produtor do Brasil. A conversão de uso de pastagens de soja, milho e outras culturas vem se desenvolvendo desde os anos 2000 no estado e esteve em alta no país durante a década de 1950.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/CONDI%C3%87%C3%83O_DA_PASTAGEM_DE_CERRADO_EM_GOI%C3%81S_%28HECTARES_ANO%29.png" alt="Condições de pastagens de Cerrado em Goiás (hectares/ano)" width="711" height="371" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;table dir="ltr" style="height: 54px; width: 135px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" data-sheets-root="1" data-sheets-baot="1"&gt;&lt;colgroup&gt;&lt;col width="100" /&gt;&lt;col width="63" /&gt;&lt;/colgroup&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr style="height: 18px;"&gt;
&lt;td style="height: 18px; width: 84.6667px;"&gt;&lt;span style="background-color: #00ff00;"&gt;Alto Vigor&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr style="height: 18px;"&gt;
&lt;td style="height: 18px; width: 84.6667px;"&gt;&lt;span style="background-color: #ffff00;"&gt;Médio Vigor&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr style="height: 18px;"&gt;
&lt;td style="height: 18px; width: 84.6667px;"&gt;&lt;span style="background-color: #ff0000;"&gt;Baixo Vigor&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Em visão de outro bioma analisado, a Mata Atlântica vem se intensificando em um comportamento semelhante em comparação com os anos analisados e com o bioma do Cerrado. No geral, as pastagens caem em situação constante, principalmente por volta dos anos de 2010, havendo um grande aumento de degradação, com valores de 149.322,28 e 20.978,64, sendo cerca de 711,78%, uma diferença exorbitante entre o período de aumento e diminuição ao longo do período à frente, sendo altamente pressionada pelo uso agropecuário, principalmente em decorrência do avanço da agroindústria do estado. Dá-se sugestão a um movimento de substituição de pasto por agropecuária em áreas privativas do bioma, mesmo com a necessidade de aplicar a lei da Mata Atlântica, que se refere ao desmatamento do bioma podendo ocorrer apenas em situações excepcionais de utilidade pública e interesse pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/CONDI%C3%87%C3%83O_DA_PASTAGEM_DE_MATA_ATL%C3%82NTICA_EM_GOI%C3%81S_%28HECTARES_ANO%29.png" alt="Condições da pastagem de Mata Atlântica em Goiás (hectares/ano)" width="667" height="431" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Dessa maneira, em análise aos dois biomas, é perceptível o decaimento de pastagens no estado de Goiás desde os anos 2000, passando por cerca de 15 milhões de hectares no início da série para cerca de 13 milhões de hectares no ano de 2023. Essa diminuição reflete a chamada “Agricultura do Cerrado”. Em Goiás, especialmente, contendo áreas de pastagens extensivas, com algumas em degradação, sendo convertidas em lavouras por alta produtividade, como a soja, milho, cana-de-açúcar e também o algodão. Incluindo, aliás, o aumento de tecnologias agrícolas utilizadas em meio ao solo goiano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 id="flourish-header-title"&gt;Série Temporal da Cobertura de Pastagem (1985–2024)&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26265058/embed" width="700" height="345" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;"&gt;&lt;a class="flourish-credit" style="text-decoration: none!important;" href="https://public.flourish.studio/visualisation/26265058/?utm_source=embed&amp;amp;utm_campaign=visualisation/26265058" target="_top"&gt;&lt;img style="width: 105px!important; height: 16px!important; border: none!important; margin: 0!important;" src="https://public.flourish.studio/resources/made_with_flourish.svg" alt="Made with Flourish" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h2 id="flourish-header-title"&gt;Série temporal de Pastagem&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26126827/embed" width="700" height="345" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;a class="flourish-credit" style="text-decoration: none!important;" href="https://public.flourish.studio/visualisation/26265058/?utm_source=embed&amp;amp;utm_campaign=visualisation/26265058" target="_top"&gt;&lt;img style="width: 105px!important; height: 16px!important; border: none!important; margin: 0!important;" src="https://public.flourish.studio/resources/made_with_flourish.svg" alt="Made with Flourish" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;amp;:has([data-writing-block])&amp;gt;*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:14a994fc-d118-4ef9-b591-193921e1b616-4" data-testid="conversation-turn-10" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant"&gt;
&lt;div class="text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] thread-sm:[--thread-content-margin:--spacing(6)] thread-lg:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)"&gt;
&lt;div class="[--thread-content-max-width:40rem] thread-lg:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" tabindex="-1"&gt;
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&lt;div data-message-author-role="assistant" data-message-id="9b898638-e717-4b65-9a47-460e4664b7f2" dir="auto" class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;amp;]:mt-1" data-message-model-slug="gpt-5-1"&gt;
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&lt;h2 data-start="14" data-end="66"&gt;&lt;strong data-start="14" data-end="66" data-is-last-node=""&gt;Métodos utilizados para a produção da reportagem&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/article&gt;
&lt;p data-start="109" data-end="548"&gt;A produção da reportagem “&lt;strong&gt;Pastagens em colapso? Uma análise da degradação e seus efeitos no setor agropecuário de Goiás”&lt;/strong&gt; integrou múltiplas etapas de pesquisa, tratamento de dados e validação técnica. O conteúdo foi construído com base em informações coletadas em matérias do &lt;strong&gt;&lt;em data-start="385" data-end="399"&gt;Jornal Opção&lt;/em&gt;, &lt;em data-start="401" data-end="417"&gt;Agência Brasil&lt;/em&gt; e do Portal Embrapa&lt;/strong&gt;, garantindo uma contextualização ampla sobre a dinâmica de desmatamento nos biomas &lt;strong&gt;Cerrado e Mata Atlântica&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="550" data-end="1233"&gt;Os dados centrais da investigação foram obtidos a partir da &lt;strong&gt;Coleção X do MapBiomas&lt;/strong&gt;, acessados por prospecção e raspagem. Após a coleta, o material nacional foi filtrado no Excel para isolar os números referentes a Goiás, passando por processos de limpeza, padronização e organização por biomas. Nesse mesmo ambiente, foram elaboradas séries históricas, gráficos sobre a evolução das pastagens e análises do vigor da vegetação, que serviram de base para a interpretação de possíveis indícios de degradação. A verificação metodológica considerou as documentações técnicas do &lt;strong&gt;MapBiomas,&lt;/strong&gt; reconhecendo limitações como margens de erro do sensoriamento remoto e diferenças entre coleções.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1235" data-end="1854"&gt;A apuração também incluiu entrevistas com especialistas em pastagens e desmatamento, elaboradas em conjunto e direcionadas a fontes presentes no artigo &lt;strong&gt;“Estimativas de degradação de pastagens por meio de dados de campo no estado de Goiás, Brasil”.&lt;/strong&gt; Pesquisadores como Natalia Teles e o professor Laerte Ferreira foram contatados para aprofundar a compreensão dos dados. O trabalho reuniu ainda informações tratadas e visualizações produzidas elaboradas especificamente para a reportagem, além de dados complementares da pesquisa do IBGE sobre o Rebanho de Bovinos de 2024.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 20:22:07 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/196916-pastagens-em-colapso-uma-analise-da-degradacao-e-seus-efeitos-no-setor-agropecuario-de-goias</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Mesmo com queda nos números absolutos, governo Caiado tem altas taxas de   letalidade policial</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="capa" title="capa" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/Capa.png?1764614204" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p class="_28USrA GEC0sA XN6uKA _4N4NA"&gt;&lt;span class="a_GcMg"&gt;A violência policial em Goiás persiste&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="_28USrA GEC0sA XN6uKA"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="https://violenciapolicialjornalismodedadosufg.my.canva.site/"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 15:37:34 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/196901-mesmo-com-queda-nos-numeros-absolutos-governo-caiado-tem-altas-taxas-de-letalidade-policial</link>
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    <item>
      <title>Gastos financeiros da UFG: Cortes e Desafios</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa para reportagem" title="Capa para reportagem" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/reitoria01.jpeg?1764594741" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;A Universidade Federal de Goiás registrou uma redução de R$428,3 milhões nas despesas com as Unidades Acadêmicas entre 2023 e 2024&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;em&gt;Gabrielle Lopes, Laura Cáceres, Luana Sampaio e Maria Victorino.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As Universidades Federais (UF´s) no Brasil funcionam por meio de um plano orçamentário que deriva dos recursos públicos federais. O sistema garante o pagamento de salários, aposentadorias e despesas obrigatórias, e o restante do orçamento é destinado para as “despesas discricionárias”, usadas para manutenção, bolsas-permanência, projetos de pesquisa e extensão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O valor desse plano orçamentário é determinado pela Lei Orçamentária Anual (LOA), que consiste em um orçamento anual, aprovado pelo Congresso Nacional, que estabelece como o Governo Federal vai gastar o dinheiro do orçamento no ano seguinte. De acordo com dados disponíveis no site da PROAD/UFG, no ano de 2025, o valor destinado para a Universidade Federal de Goiás, segundo a LOA, foi de R$1,4 bilhão. Com base na LOA, a Universidade elabora sua programação orçamentária interna, e, nesse processo, cada unidade acadêmica apresenta suas demandas e projetos, que são avaliados pela administração conforme critérios técnicos e disponibilidade de recursos orçamentários. A projeção considera a continuidade de atividades essenciais e a execução de políticas institucionais previstas para o ano, com base no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; Distribuição de recursos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; Para que a distribuição de recursos na UFG ocorra, é analisada a dimensão de cada Unidade Acadêmica, levando em consideração dados como o número de alunos, docentes e servidores envolvidos nas instituições, a complexidade dos cursos e as produções acadêmicas. Segundo o pró-reitor, Robson Maia, é realizada uma avaliação da produção de cada professor da unidade, que será somada e terá um peso específico. Os fatores somados vão para um modelo, e a partir daí ocorre a distribuição orçamentária. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Na UFG, as Unidades Acadêmicas são muito diferentes. Algumas atendem estudantes de muitos cursos, concentrando mais demanda; outras atendem quase exclusivamente seu próprio curso, com menos circulação de estudantes. Alguns cursos exigem laboratórios com equipamentos mais caros, que precisam de manutenção e investimento. Os números de professores e técnicos também influenciam no volume de atividades e na carga administrativa e acadêmica. Todos esses fatores são agrupados em um modelo matemático que define a parcela de recursos de cada unidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Segundo o coordenador do curso de Ciências Econômicas da FACE/UFG, Everton Sotto, a distribuição de recursos pelas Unidades Acadêmicas segue um modelo que preserva a estrutura das unidades mais antigas – que são maiores e possuem mais professores, alunos e projetos – em detrimento das mais novas. Isso influencia na quantidade de recursos que cada unidade recebe, já que o orçamento anterior, a carga didática, e o número de professores representam 54% do peso no cálculo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 35.15pt; text-align: justify; margin: 0pt 1.05pt 0pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O pró-reitor de administração e finanças da UFG, Robson Maia, afirma que, às vezes, há reclamações dos diretores de alguma Unidade Acadêmica sobre a falta de recursos suficientes. Ele então explica que, desde 2018, a gestão tomou a decisão de manter um recurso reservado para as unidades, e que essa política vem sendo mantida pelas administrações anteriores e atuais. O orçamento anual da universidade caiu de ano a ano, “significa que, no ano anterior, recebemos 100 milhões, por exemplo, mas no ano seguinte, foram 95 milhões”, diz o pró-reitor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 35.15pt; text-align: justify; margin: 0pt 1.05pt 0pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Mesmo assim, a gestão garantiu que o valor destinado às unidades fosse reajustado pela inflação, de modo que nenhuma delas receba menos do que recebia em 2018, embora pudessem receber mais se o orçamento federal não tivesse sido reduzido. Segundo Robson Maia, a situação das universidades hoje é muito melhor do que em 2021, pois nessa época, “além de um orçamento muito pequeno, o governo cortava o nosso orçamento no final do ano”, disse ele. Em 2023, houve um ajuste orçamentário e a reposição da perda inflacionária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 35.15pt; text-align: justify; margin: 0pt 1.05pt 0pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;De acordo com números dos &lt;/span&gt;&lt;a style="text-decoration: none;" href="https://dados.ufg.br/"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #1155cc; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: underline; -webkit-text-decoration-skip: none; text-decoration-skip-ink: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Dados Abertos UFG&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;, no ano de 2023, o valor total investido nas 29 Unidades Acadêmicas – que incluem as faculdades do campus Samambaia, do campus Colemar Natal e Silva, o CEPAE, os Institutos e também a Faculdade de Ciências e Tecnologia, de Aparecida de Goiânia – foi de mais de 680 milhões de reais, enquanto em 2024 diminuiu para aproximadamente 256 milhões gastos no total. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 35.15pt; text-align: justify; margin: 0pt 1.05pt 0pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Entre as Unidades com maiores despesas em 2023 estão: a Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT), a Faculdade de Medicina (FM) e o Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Em 2024, as três primeiras foram: Instituto de Informática (INF), Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE) e Escola de Agronomia (EA).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: #000000; color: #ffffff;"&gt;&lt;a style="background-color: #000000; color: #ffffff;" href="https://codepen.io/laura-camilo/full/GgZMjEW"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; background-color: #000000;"&gt;Confira aqui os gastos por unidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 35.15pt; text-align: justify; margin: 0pt 1.05pt 0pt 0.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Cortes e Desafios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Segundo o site da ABC (Academia Brasileira de Ciências), os cortes orçamentários ameaçam a sobrevivência das Universidades Federais do país.  Em 2019, o Governo fez um corte de mais de 30% nas verbas destinadas às Universidades Federais, afetando diretamente o avanço, a qualidade e a permanência do ensino superior público. Fatores como tamanho da instituição, produções acadêmicas e número de estudantes são analisados e influenciam diretamente no orçamento recebido por cada Universidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;CORTES ORÇAMENTÁRIOS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26555338/embed" width="700" height="300" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="width: 100%!; margin-top: 4px!important; text-align: right!important;"&gt;&lt;a class="flourish-credit" style="text-decoration: none!important;" href="https://public.flourish.studio/visualisation/26555338/?utm_source=embed&amp;amp;utm_campaign=visualisation/26555338" target="_top"&gt;&lt;img style="width: 105px!important; height: 16px!important; border: none!important; margin: 0!important;" src="https://public.flourish.studio/resources/made_with_flourish.svg" alt="Made with Flourish" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O corte promovido pelo Governo Federal abrangeu apenas os gastos considerados "não-obrigatórios” como bolsas, projetos científicos e investimentos internos. O pró-reitor da PROAD afirma que, em 2018, quando assumiu o cargo, a universidade já apresentava um déficit orçamentário de cerca de 17 milhões. “Isso aconteceu porque, depois do governo Dilma, o recurso aplicado às universidades foi sendo reduzido gradativamente. Então, isso começa em 2016, já com redução. E de 2016 até 2022, só houve mais reduções no orçamento”, afirma o pró-reitor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A Universidade Federal de Goiás, assim como outras em todo o país, teve que se reinventar para permanecer com as portas abertas. Uma das soluções encontradas para a redução de gastos foi a produção de energia própria, na tentativa de minimizar o impacto no gasto com a energia elétrica, revisão de gastos e até mesmo o encerramento de contratos de menor relevância para a instituição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A UFG também adotou, entre o período de 2018 a 2021, uma parceria com empresas prestadoras de serviço, com a intenção de quitar as dívidas feitas durante o período de cortes. “Nós chegamos a ficar seis meses sem pagar a empresa de energia. O que é muito complicado para a gente, que além da dívida que fica, havia multas e juros sobre o que não estava sendo pago em dia.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para que as Unidades Acadêmicas da instituição continuassem a desenvolver suas atividades, a administração financeira da UFG descentralizou a verba e disponibilizou para que cada diretor pudesse fazer sua administração baseada nos trabalhos e projetos promovidos. Hoje, o orçamento destinado às UF's supera o valor estabelecido no último Governo e permite que as instituições se mantenham em equilíbrio com os gastos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O pró-reitor Robson Maia afirmou que o espaço de debate aberto pela gestão atual é fundamental para que o planejamento interno funcione, já que as demandas precisam ser ouvidas. “Não queriam entender que não era má gestão, era de fato não ter o recurso suficiente. O orçamento era inacreditavelmente pequeno a ponto que a gente pararia nossas atividades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Transparência e acessibilidade de dados &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; A prestação de contas sobre os dados financeiros da Universidade tem sido um tema recorrentemente debatido entre os servidores e alunos das Instituições, principalmente devido ao gradual corte de gastos e falta de manutenção dos espaços físicos e equipamentos da Instituição. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como garantida pela Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/2011, todas as informações sobre os gastos da Universidade devem ser acessíveis a todos, sejam de dentro ou fora da comunidade universitária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;De acordo com Robson, apesar dos dados serem expostos a todos por meio do site de &lt;/span&gt;&lt;a style="text-decoration: none;" href="https://dados.ufg.br/"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #1155cc; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: underline; -webkit-text-decoration-skip: none; text-decoration-skip-ink: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Dados Abertos UFG&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;, a forma como são apresentados nem sempre facilita o entendimento do público, já que muitas planilhas são extensas, divididas em várias categorias e com classificações contábeis que precisam ser reunidas, somadas e categorizadas manualmente para que façam sentido fora do contexto administrativo, portanto exigindo um alto nível de uma compreensão técnica sobre o assunto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como exemplo, para a obtenção dos dados da universidade, foi necessário o  envio formal de um pedido por meio da LAI, a fim de obter os valores gastos nos anos de 2023 e 2024 para a análise dos recursos financeiros, já que esses não se encontravam disponíveis no portal de dados abertos da UFG. Após receber os dados, a reportagem notou um gasto exorbitante, na planilha de 2024, com a Faculdade de Veterinária e Zootecnia, na compra de passagens e despesas de locomoção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/print.png" alt="Fonte: arquivo LAI" width="729" height="36" /&gt;
&lt;figcaption&gt;Fonte: arquivo LAI&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Após uma segunda verificação dos dados, juntamente com a Diretora de Orçamentos, Cássia Soares Duarte, esse dado foi removido da planilha, juntamente com outros dados notórios. Por esse motivo, percebeu-se uma alteração dos gastos enviados anteriormente, depois de um questionamento por parte da equipe, sobre o significado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O pró-reitor adianta que a UFG pretende investir em soluções tecnológicas que facilitem o processamento e a transparência dos dados financeiros da comunidade. A atual administração pretende propor à próxima gestão, a adoção de ferramentas de Inteligência Artificial que automatizem a coleta, classificação e apresentação de dados orçamentários. A ideia é permitir que o público tenha acesso a esses relatórios de forma intuitiva, sem necessitar de uma interpretação técnica para o entendimento das planilhas originais. Para Maia, que destaca que a UFG é referência nacional no estudo e utilização da IA, “faz sentido aplicar essa tecnologia para melhorar nossos próprios processos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Segundo ele, a intenção é que as informações sejam dispostas em plataformas digitais que permitam uma maior interação, podendo filtrar os gastos por unidades, tipos de despesas ou períodos, facilitando a busca para e reduzindo a necessidade de solicitações individuais sobre relatórios e dados fragmentados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Mesmo que existam algumas iniciativas pontuais, como a disponibilização anual do relatório de contabilidade e a divulgação dos orçamentos em conselhos universitários, Maia reconhece que ainda há desafios no acesso fluido e didático a esses dados. Ele afirma que a transparência já existe, mas a universidade precisa avançar na “tradução” dessas informações para que se tornem compreensíveis e úteis para toda a comunidade acadêmica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Despesas Discricionárias X Despesas de Custeio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/canva.png" alt="Fonte: Professor do curso de Ciências Econômicas da UFG, Everto Sotto." width="700" height="490" /&gt;
&lt;figcaption&gt;Fonte: &lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Professor do curso de Ciências Econômicas da UFG, Everton Sotto.&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O coordenador do curso de Ciências Econômicas da FACE/UFG também fala sobre os custos fixos de uma universidade. “São &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #222222; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;200 milhões para energia, limpeza, manutenção, investimento e a expansão da universidade”, afirma. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As Universidades Federais espalhadas por todo Brasil são símbolos de resistência. Uma pesquisa da Escola Brasileira de Ciências em 2019, revelou que as instituições públicas são responsáveis por 95% das produções científicas brasileiras, representando parte significativa dos avanços e contribuições para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O economista e docente da UFG, Everton Sotto afirmou em entrevista que os cortes e atrasos do financiamento público afetam não somente os alunos e servidores inseridos atualmente nas universidades federais, como também o futuro dessas instituições. “Anos de cortes e contingenciamentos já impactaram o futuro, não em termos do vencimento dos docentes, mas de bolsas de pesquisa e assistência não pagas e obras de recuperação da infraestrutura e de ampliação que acabam sendo inviabilizadas.” disse o coordenador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A relevância dos trabalhos científicos desenvolvidos por todo o país é indiscutível, mas mesmo dentro desse contexto encontram-se dificuldades que atrapalham e atrasam o progresso da pesquisa/extensão. Em Universidades menores, por exemplo, o excesso de atribuições entre os servidores comprometem diretamente os trabalhos e a agenda de pesquisa, “Unidades com quadro insuficiente de servidores docentes e técnicos, por mais orçamento de custeio e capital que tenham (e nem sempre têm), terão muita dificuldade em melhorar a qualidade de pesquisa ou de a fazer de forma sustentável.” afirmou o Professor Everton.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; Distribuição orçamentária interna na FIC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), inicialmente denominada Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (Facomb), tem uma trajetória consolidada desde sua criação, em 1997, impulsionada inicialmente por demandas pela oferta de formação específica para jornalistas. Desde então, dedica-se à qualificação de diversos profissionais, em áreas diferentes. Contudo, sua sede tem sido alvo recorrente de críticas e debates em razão do avançado estado de sucateamento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além de problemas estruturais, como a falta de teto no primeiro andar, janelas e portas defeituosas, diversas cabines no banheiro sem funcionar, etc.; os docentes, discentes e técnicos também sofrem com uma drástica falta de equipamentos, dificultando o aprendizado, já que não existem ferramentas suficientes para atender às demandas dos cinco cursos presentes na faculdade: jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas, biblioteconomia e gestão informacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A estudante de graduação do quarto período de Relações Públicas, Sophia Loures, compartilha sua experiência: “Eu acho bem precário os investimentos do curso e até mesmo da unidade, porque, por exemplo, ao passar nos corredores, tem fios espalhados e os laboratórios são bem limitados”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Por esse viés, muitas vezes, os próprios docentes e discentes fazem um levantamento financeiro independente, seja por meio de editais ou por arrecadações para conseguirem atender as demandas de suas matérias. Segundo o diretor da Faculdade de Informação e Comunicação, Daniel Christino, 50% do orçamento total permanece na gestão da instituição, e o restante é dividido entre os cursos internos. Portanto, cada curso recebe entre R$10 mil e R$12 mil reais por ano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além disso, a faculdade conta com um valor estimado de R$30 mil anual para custeio, sendo destinados para equipamentos, como computadores, mouses, material de limpeza, papel, etc. O diretor ainda cita “Pra mim, a prioridade são os laboratórios de graduação. Depois vem o resto. Mas se o dinheiro acabar com os laboratórios de graduação, a gente tem que achar em outro lugar”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Entretanto, para a aluna de Relações Públicas, os investimentos do curso são precários, dessa forma, os espaços não são suficientes para atender as necessidades, como o laboratório de fotografia que não possui infraestrutura adequada para o ensino e prática. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O diretor também comenta sobre a aprovação de um projeto, em parceria com a Saneago, por meio do Laboratório de Informação e Comunicação (LABIC), que concederá o valor total de R$1,6 milhões, entretanto, somente 8% será destinado à FIC, para projetos como reforma do auditório e estúdio, redesenhar a faculdade e investir em identidade&lt;/span&gt; visual.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; O futuro das Universidades Federais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #0a0a0a; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As universidades são fundamentalmente financiadas pelo Governo Federal, por meio do MEC, e os recursos passam pela aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Esses recursos vindos do orçamento público são destinados a custeios das despesas correntes e despesas de capital. De acordo com professor do curso de Ciências Econômicas da UFG, Everton Sotto, cerca de 85 a 90% dos recursos são destinados para despesas de custeio, sobretudo o pagamento dos vencimentos, aposentadorias e pensão dos servidores ativos e inativos. O restante costuma financiar despesas discricionárias, como investimentos.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 09:05:02 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/196869-gastos-financeiros-da-ufg-cortes-e-desafios</link>
      <guid>https://oju.fic.ufg.br/n/196869-gastos-financeiros-da-ufg-cortes-e-desafios</guid>
    </item>
    <item>
      <title>A base de toda universidade: dados abertos sobre as ações de extensão na UFG em 2024</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="4 CAPA" title="4 CAPA" src="http://oju.fic.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/hay.jpg?1764593741" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Dados abertos da Universidade Federal de Goiás explicam a operação dos projetos de extensão na instituição, iniciativas que são importantes ferramentas para a formação dos estudantes&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ana Luisa Freitas, Asafh William, Gustavo Martins e Renato Cândido&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/hay.jpg" alt="4 CAPA" width="615" height="346" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Estudantes do projeto de extensão "Brabo" no município de Jesus de Machaca, na Bolívia. Fotografia por Hayane Bonfim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A extensão universitária é, na visão de Nilton José dos Reis Rocha, professor do curso de Jornalismo da FIC/UFG há 46 anos, e que ocupa o 8º lugar no ranking de professores com mais projetos de extensão cadastrados, algo que “nos salva” e nos “devolve à sociedade”. Esse pilar, indispensável para a construção de toda universidade, é essencial para a formação acadêmica de estudantes, promovendo um movimento ensino-sociedade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;a style="color: #0000ff;" href="https://codepen.io/Renato-C-ndido-the-reactor/full/RNaBwqK"&gt;Acompanhe aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;o ranking dos 10 professores que mais realizam ações de extensão na UFG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A análise dos dados abertos da UFG evidencia que as ações de extensão estão fortemente presentes na instituição, com um número total de 13.553 projetos cadastrados desde 2015. O grande desafio encontrado na operação das ações de extensão é o da permanência estudantil, uma vez que grande parcela dos estudantes da universidade não consegue se dedicar exclusivamente aos projetos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;Dados de extensão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A Universidade Federal de Goiás conta com um total de 13.553 ações de extensão contabilizadas desde 2015. Entre elas, 7 mil estão cadastradas como projetos, 4.884 eventos, 1.116 cursos, 321 prestações de serviços e 155 programas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26270217/embed" width="615" height="345" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Tipos de ações de extensão realizadas nos últimos 10 anos, divididas em categorias como projetos, eventos, cursos, prestação de serviços e programa. Feito por Gustavo Martins com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Os projetos integram uma categoria um pouco mais ampla, pois dentro de um projeto é possível trabalhar com cursos, prestações de serviço entre outras coisas. Prestação de serviços é a oferta de trabalho que se encerra ali mesmo; O Curso tem um viés mais educativo e pedagógico e com uma carga horária contínua mas com um fim bem definido; Programa é uma articulação de vários projetos, é preciso ao menos 3 projetos relacionados para se constituir um programa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As ações de extensão, em sua maioria são coordenadas por professores, mas existem outras categorias que podem exercer as coordenações, como técnicos administrativos e até médicos residentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/1000136303.jpg" alt="4-2" width="613" height="345" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quantidade de ações lideradas por servidores como docentes, técnicos-administrativos e médicos residentes. Feito por Asafh William com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Na UFG, o índice de conclusão das ações é alto, sendo maior que a de ações em execução, isso se deve ao acúmulo de ações durante os anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/1000136301.jpg" alt="4-3" width="613" height="345" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Situação de ações de extensão entre concluídos ou em execução. Feito por Asafh William com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Falando sobre as ações de extensão durante os anos, houve um pico de 2.001 ações no ano de 2018, quando as Universidades Federais de Jataí e de Catalão ainda faziam parte da UFG. Uma sequência de baixas nas ações se inicia em 2019, ano de início do mandato do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que naquele ano promoveu um corte de 30% dos repasses de recursos federais para universidades e institutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Em 2020 a sequência de baixas segue e a pandemia do Covid-19 atinge todos os cantos do país. Com isso, a UFG decreta pausa das atividades presenciais, impactando fortemente nas ações. Até que, em 2022, as atividades retornam e mesmo com muito esforço e trabalho da comunidade acadêmica, a sequência de baixas continua em 2023.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ao analisar os anos de 2024 para 2025, houve uma queda de 398 no número de ações. Vale destacar que o ano de 2025 ainda não acabou e os dados apresentados são referentes ao primeiro semestre do ano, o que pode explicar essa queda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;iframe src="https://flo.uri.sh/visualisation/26271957/embed" width="615" height="345" frameborder="0" scrolling="no" data-mce-fragment="1"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ações de extensão executadas nos últimos 10 anos. Feito por Gustavo Martins com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As ações de extensão estão em diversas áreas do conhecimento, nas quais se dividem os cursos e as unidades presentes na UFG, setores como Ciências Humanas, Engenharias, Linguística, entre outras, compõem a grande gama de campos do conhecimento presentes na UFG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Dentre elas, a área das Ciências da Saúde é a que mais realiza ações de extensão, seguida pelas Ciências Humanas e depois pelas Ciências Sociais Aplicadas. A porcentagem de ocupação dessas ações nas áreas de conhecimento está no gráfico a seguir&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/1000136302.jpg" alt="4-4" width="613" height="345" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Porcentagem de ações de extensão realizadas de acordo com a área de conhecimento. Feito por Asafh William com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quando se fala sobre financiamento, em números gerais, a área da Saúde também lidera o ranking, com 315 projetos financiados de forma externa, 641 com financiamento interno e 2.345 sem financiamento algum, sendo a área com maiores números nas três categorias e uma margem de distância dos outros colocados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A Faculdade de Enfermagem lidera a lista de Unidades Acadêmicas responsáveis por ações de extensão com um total de 794 projetos. Logo em seguida vem a Faculdade de Medicina (752) e a Escola de Veterinária e Zootecnia (641). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Partindo para uma abordagem percentual, podemos identificar uma anomalia em meio à normalidade dos dados. A área de Ensino de Ciências e Matemática conta com apenas 16 ações sem financiamento, 4 ações com financiamento externo, e nenhuma com financiamento interno. A título de exemplo, a média de ações por área de conhecimento é de 1.355 ações, uma média muito acima das 20 ações totais da área de Ensino de Ciências e Matemática. Sendo assim, 80% das ações da área de Ensino de Ciências e Matemática não têm financiamento, e os 20% restantes delas têm financiamento interno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Seguindo essa análise, a segunda área que mais recebe financiamento externo e, por consequência, a segunda que menos recebe financiamento interno é a área de Ciências Exatas e da Terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/1000136291.jpg" alt="4-5" width="613" height="345" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A área de Ciências Exatas e da Terra tem ações de extensão com 43,4% de financiamento externo e 56,6% de financiamento interno. Feito por Asafh William com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No lado oposto está a área das Ciências Biológicas, esta é a área que mais recebe financiamento interno e a que menos recebe financiamento externo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/1000136300.jpg" alt="4-6" width="614" height="345" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A área de Ciências Biológicas tem ações de extensão com 75% de financiamento interno e 25% de financiamento externo. Feito por Asafh William com dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC/UFG).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A extensão enquanto formação acadêmica  &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Samanta Nascimento é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e vivenciou a extensão acadêmica em diversas vertentes — seja em projetos, eventos ou por meio do Coletivo Magnífica Mundi. Para ela, a prática demonstra a importância desses momentos para além da sala de aula.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Sempre gostei muito de ter algo pra fazer no curso, principalmente se for algo prático e foi isso que me motivou a entrar nos projetos que participo, ter a verdadeira experiência do curso, falar com as pessoas, entrevistar, fazer posts e conteúdos científicos para as redes. Coisas essas que nunca aprenderia com as matérias ofertadas”, pontua. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A estudante também defende que os projetos a fizeram se localizar dentro de sua graduação, descobrindo novos gostos e a aproximando de como seria a realidade dentro do mercado de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Foi graças a esses projetos que consegui me localizar dentro do curso, foi através deles que descobri o que gosto ou não e foi onde eu me encontrei também, através da educação midiática e educomunicação. Sinto que  além de moldar minha visão de curso, moldaram minha visão de vida […] E foi mais a partir dos projetos de extensão que eu tive experiência pro mercado de trabalho. No curso mesmo, eu não tive essa experiência. Então foram os projetos que me deram essa formação, desde textos jornalísticos até textos científicos”, declara. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como alguém que conhece a realidade da extensão, Samanta acredita que há melhorias a serem feitas através da universidade para que haja um maior incentivo para a participação dos discentes, seja por meio de divulgação ou também do aumento de recursos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Eu acho que falta a UFG incentivar mais essas ações de extensão, porque, na maior parte do tempo, a gente vê só os professores tentando manter os projetos sem apoio da faculdade ou da universidade. Eu acho que precisam de mais medidas que ajudem a manter esses projetos, seja com bolsas, recursos ou até mesmo divulgação, já que muitas vezes os alunos nem sabem da existência dos projetos”, finaliza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Perspectiva Institucional &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;De acordo com Isaac Antonio Maciel Saraiva, servidor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), as informações utilizadas na planilha de Dados Abertos são extraídas diretamente do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) da UFG. Tendo como justificativa a escassez de projetos nos anos iniciais, 2015 e 2016, por decorrência do processo de implementação do SIGAA na universidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Os escassos recursos para os 13.553 projetos são majoritariamente direcionados a uma área específica, a da saúde. Para Isaac, essa discrepância é histórica e ocorre por uma relação hierárquica, uma vez que a área da saúde promove muitos mutirões e atendimentos. O problema é que isso gera um cenário onde as produções de outras áreas do conhecimento são invisibilizadas, tendo em vista que a diferença da quantidade de bolsas entre a saúde e os demais campos é de quase 300 bolsas. Isso coloca em risco a ideia de uma universidade plural e diversa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Na tentativa de contrabalancear essa desigualdade e incentivar a extensão em todas as unidades acadêmicas, a PROEC adotou uma política de cota mínima no último edital do Programa de Bolsas de Ações de Extensão (PROBEC). O atual modelo assegura que todas as unidades acadêmicas da UFG possuam pelo menos duas bolsas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“No último ano, no último edital do PROEC, o que a gente fez? A gente definiu que tenha mais ou menos 100 bolsas no total. 7 são para programas institucionais da PROEC e as outras 93 seriam divididas entre as unidades acadêmicas da seguinte maneira: seriam duas bolsas para o projeto de extensão de cada unidade e o restante iria para um bolsão em que todas as unidades iam concorrer para aquelas bolsas restantes” explica Isaac. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como questionamento à quantidade escassa de bolsas, o representante da PROEC explicou que apenas um remanejamento interno não é o suficiente para promover mais apoio aos projetos, mas sim uma pressão externa, tendo em vista que o financiamento federal é insuficiente. “A maior cobrança deve ser direcionada à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e outros órgãos públicos que garantam um fundo mais estável à extensão”, explica o servidor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A importância da extensão na universidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Na visão do professor Nilton José dos Reis, a extensão se torna imprescindível justamente por promover a conexão entre universidade e sociedade: “é um dever que nós temos, devolver à sociedade os conhecimentos adquiridos” nas palavras do docente. Ele trabalha a ideia de que, sem extensão, se produz uma “graduação alienada e uma pesquisa alienante”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com o processo de curricularização da extensão universitária, todos os cursos devem implementar, no mínimo, 10% de carga horária a ser realizada pelos estudantes. Tal medida gera diferentes reações a respeito da decisão. Sobre isso, o professor Nilton argumenta sobre a maneira que a extensão tem sido usada apenas como uma ferramenta para cumprir uma carga horária e não se preocupa em atingir a função social das ações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1503/o/IMG-20250703-WA0080.jpg" alt="4-7" width="615" height="409" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Professor Nilton José na Magnífica. Foto por Asafh William&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 15pt; margin-bottom: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Agora que você tem que aplicar 10% no currículo, nós vemos que a universidade não considera e não respeita a extensão. Como diz a professora Sandra de Deus, hoje a gente vê a extensão e a pesquisa trabalhando contra a extensão. Porque se você colocar, são cerca de 30 mil estudantes aqui dentro da universidade, fazendo extensão de fato, nós temos que mudar radicalmente a universidade, a graduação e a pesquisa.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 01 Dec 2025 09:03:00 -0300</pubDate>
      <link>https://oju.fic.ufg.br/n/196867-a-base-de-toda-universidade-dados-abertos-sobre-as-acoes-de-extensao-na-ufg-em-2024</link>
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